CASO ORELHAINQUÉRITO CONCLUÍDOINTERNAÇÃOAtualizado em 04/02/2026

Caso Orelha: Polícia Conclui Inquérito e Pede Internação de Adolescente

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito do caso do cão Orelha nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026) e pediu a internação de 1 adolescente como autor das agressões. A garota que estava com ele disse que não presenciou o crime. Softwares francês e israelense rastrearam o celular e recuperaram dados apagados, provando que o jovem mentiu em seus depoimentos. Entenda tudo sobre a conclusão do caso.

Caso Cão Orelha - Inquérito Concluído 04/02/2026
POLÍCIA PEDE INTERNAÇÃO
1 adolescente indiciado - Garota não viu crime - Mentiras provadas por celular
1
Adolescente indiciado
1.000h
Filmagens analisadas
24
Testemunhas ouvidas
33min
Intervalo do crime

Polícia Conclui Inquérito e Pede Internação

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cão Orelha nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026), exatamente 1 mês após o crime. O delegado Renan Balbino apresentou o relatório final em coletiva de imprensa, pedindo a internação de apenas 1 adolescente como autor das agressões que mataram o cachorro comunitário da Praia Brava.

Números da Investigação

14
Câmeras analisadas
1.000+
Horas de filmagens
24
Testemunhas ouvidas
8
Adolescentes investigados

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário com o pedido de internação, a medida socioeducativa mais grave prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A internação equivale à privação de liberdade e pode durar até 3 anos.

“Ao longo da apuração, o principal acusado apresentou versões diferentes e omitiu informações relevantes. Em diversos momentos, ele se contradisse e omitiu fatos importantes para a investigação.”

— Delegado Renan Balbino, Polícia Civil de SC

Mentiras e Contradições do Adolescente

Um dos pontos centrais da investigação foram as mentiras do adolescente. Ele afirmou em depoimento que ficou na piscina do condomínio durante a madrugada do crime. Porém, vídeos de segurança provaram que isso era completamente falso.

Cronologia do Crime (04 de janeiro de 2026)

1
05h25 - Saída do condomínio:

Vídeo mostra o adolescente saindo do condomínio acompanhado de uma garota, caminhando em direção à Praia Brava.

2
~05h30 - Agressão ao cão Orelha:

Nesse intervalo de tempo ocorreram as agressões que causaram a morte do cão. Não há vídeo do momento exato.

3
05h58 - Retorno ao condomínio:

Vídeo mostra os dois voltando ao condomínio após 33 minutos fora. O adolescente não sabia que havia câmeras.

O adolescente não sabia que a polícia possuía as imagens dele saindo do local, por isso mentiu dizendo que ficou na piscina. Quando as provas foram apresentadas, ele foi confrontado com a realidade de que sua versão era impossível.

Tecnologia Usada na Investigação

Software Francês de Geolocalização

Identificou a localização exata do celular do adolescente, provando que ele saiu do condomínio na madrugada do crime.

Software Israelense de Recuperação

Resgatou informações apagadas dos celulares dos envolvidos, recuperando dados que tentaram destruir.

Garota que Estava com Adolescente Disse que Não Viu o Crime

Os vídeos de segurança mostram que o adolescente indiciado estava acompanhado de uma garota quando saiu e retornou ao condomínio. Ela foi ouvida pela polícia e disse que não presenciou as agressões ao cão Orelha.

Situação da Garota Acompanhante

O Que Ela Fez?

Caminhou com o adolescente até a entrada da praia às 5h25 e voltou com ele às 5h58. Esteve no local durante o intervalo do crime.

Ela Filmou Algo?

Não. A polícia confirmou que não existe vídeo do ataque. A garota não filmou nada com seu celular.

Ela Presenciou o Crime?

Ela disse que não confirma ter presenciado as agressões. A polícia aceitou essa versão e não a indiciou.

Ela Foi Indiciada?

Não. Apenas o adolescente foi indiciado pela morte do cão Orelha. A garota é tratada como testemunha.

“Perguntado se a adolescente viu as agressões, o delegado relata que ela não confirma ter presenciado o ocorrido.”

— Delegado-geral Ulisses Gabriel, Polícia Civil de SC

A identidade da garota não foi divulgada por ser menor de idade. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a exposição de menores, mesmo quando envolvidos como testemunhas em casos de grande repercussão.

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Roupas e Celulares Apreendidos

Quando o adolescente voltou dos EUA em 29 de janeiro, após antecipar a viagem devido à pressão nas redes sociais, ele foi abordado pela polícia no Aeroporto Internacional de Florianópolis. Nesse momento, ocorreu uma tentativa de esconder provas.

O Que Aconteceu no Aeroporto

1
Abordagem policial:

Polícia da DPTUR e Polícia Militar aguardavam o adolescente no desembarque.

2
Tentativa de esconder roupas:

Familiares tentaram esconder um boné rosa e um moletom em uma bolsa, alegando que foram comprados nos EUA.

3
Desmentido pelo próprio adolescente:

Posteriormente, o próprio adolescente reconheceu que já possuía as roupas antes da viagem, contrariando a versão dos familiares.

4
Apreensão de celulares:

Os celulares dos adolescentes foram apreendidos imediatamente e enviados para análise forense.

O boné rosa e o moletom foram identificados nos vídeos de segurança como as roupas usadas pelo adolescente na madrugada do crime. Isso confirma que a polícia já sabia quais peças procurar antes mesmo do retorno do jovem.

O Que Acontece Agora

Com a conclusão do inquérito, o caso segue para o Ministério Público, que analisará as provas e decidirá se oferece representação ao Judiciário. Entenda os próximos passos:

Tramitação do Processo

1. Análise pelo Ministério Público

O MP analisa o inquérito e decide se oferece representação, pedindo formalmente a internação ao juiz.

2. Decisão do Juiz

O juiz da Vara da Infância e Juventude avalia as provas e decide se aplica internação ou outra medida socioeducativa.

3. Possibilidade de Recurso

A defesa pode recorrer da decisão. O adolescente tem direito à ampla defesa em todas as fases.

4. Cumprimento da Medida

Se a internação for confirmada, o adolescente será encaminhado a unidade socioeducativa por até 3 anos.

O Que é Internação?

A internação é a medida socioeducativa mais grave do ECA. Equivale à privação de liberdade em unidade própria para adolescentes (não em penitenciária). Pode durar até 3 anos e deve incluir atividades educacionais e profissionalizantes.

A defesa, representada pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, afirmou que os dados divulgados seriam “circunstanciais e insuficientes para conclusões definitivas”, contestando a investigação policial.

Adultos Indiciados por Coação

Além do adolescente, 3 adultos foram indiciados por coação no curso do processo. Eles são familiares dos adolescentes investigados e tentaram intimidar o porteiro que fotografou os jovens durante o crime.

Os 3 Adultos Indiciados

  • Perfil: 2 empresários + 1 advogado
  • Relação: Pais e tio dos adolescentes
  • Crime: Coação no curso do processo
  • Pena: 1 a 4 anos de reclusão + multa

O Que Eles Fizeram

  • Foram até o porteiro para intimidá-lo
  • Um deles portava “volume na cintura” (suspeita de arma)
  • Porteiro foi colocado em licença forçada
  • Vídeo da coação foi divulgado e viralizou

Art. 344 do Código Penal - Coação no Curso do Processo

“Usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a intervir em processo judicial, policial ou administrativo.” Pena: 1 a 4 anos de reclusão e multa.

Caso Caramelo - Outro Cão do Grupo

O mesmo grupo de adolescentes foi investigado por tentativa de afogamento do cão Caramelo. Diferente do caso Orelha, que teve apenas 1 indiciado, o caso Caramelo teve 4 adolescentes representados.

Caramelo: Resgatado e Adotado

O cão Caramelo foi resgatado a tempo e sobreviveu à tentativa de afogamento. Ele foi adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel, que acompanha a investigação do caso Orelha. A adoção se tornou símbolo de esperança em meio à crueldade.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu no caso do cão Orelha?
O cão Orelha, um cachorro comunitário querido na Praia Brava em Florianópolis, foi brutalmente agredido na madrugada de 4 de janeiro de 2026. Ele sofreu uma pancada violenta na cabeça e morreu no dia seguinte após ser levado a uma clínica veterinária.
Quantos adolescentes foram indiciados no caso Orelha?
Apenas 1 adolescente foi indiciado como autor das agressões ao cão Orelha. A polícia pediu a internação dele como medida socioeducativa. Outros 4 adolescentes foram representados apenas pelo caso do cão Caramelo, que sofreu tentativa de afogamento.
O que é a internação de adolescente?
A internação é a medida socioeducativa mais grave prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Equivale à privação de liberdade e só pode ser aplicada em casos de atos infracionais graves, reincidência ou descumprimento de medidas anteriores.
O adolescente do caso Orelha vai ser preso?
Adolescentes não são presos, mas podem ser internados. A polícia pediu a internação do adolescente como medida socioeducativa. O pedido será analisado pelo Ministério Público e pelo Judiciário, que decidirão se a internação será aplicada.
Por que a polícia pediu internação no caso Orelha?
A polícia pediu internação devido à gravidade do crime, às contradições do adolescente durante a investigação e à omissão de informações relevantes. O delegado afirmou que o jovem mentiu diversas vezes em seus depoimentos.
Qual a pena máxima para internação de adolescente?
A internação pode durar no máximo 3 anos, conforme o ECA. A cada 6 meses, a medida deve ser reavaliada. Após completar 21 anos, o jovem deve ser liberado compulsoriamente.
Quando o inquérito do caso Orelha foi concluído?
O inquérito foi concluído em 3 de fevereiro de 2026, exatamente 1 mês após a morte do cão Orelha. A polícia apresentou provas robustas incluindo vídeos, testemunhos e análise forense de celulares.
O adolescente confessou ter matado o cão Orelha?
Não. O adolescente não confessou e apresentou versões contraditórias durante a investigação. Ele chegou a mentir dizendo que ficou na piscina do condomínio, mas vídeos de segurança provaram que ele saiu às 5h25.
Qual foi a causa da morte do cão Orelha?
Segundo laudos da Polícia Científica, o cão Orelha sofreu um impacto violento na cabeça, possivelmente provocado por um chute ou por um objeto rígido como madeira ou garrafa. Os ferimentos foram fatais.
Quantas horas de filmagens a polícia analisou?
A polícia analisou mais de 1.000 horas de filmagens de 14 câmeras de segurança na região da Praia Brava. As imagens foram cruciais para identificar o adolescente e desmentir sua versão.
O adolescente pode ser deportado para os EUA?
Não. O adolescente é brasileiro e o crime ocorreu no Brasil. Ele viajou aos EUA após o crime mas retornou em 29 de janeiro. A justiça brasileira é competente para julgar o caso.
O que acontece depois do pedido de internação?
O pedido de internação será analisado pelo Ministério Público, que pode oferecer representação ao Judiciário. Um juiz da Vara da Infância e Juventude decidirá se o adolescente será internado ou se aplicará outra medida socioeducativa.
O adolescente está preso atualmente?
O adolescente não está preso nem internado provisoriamente. Ele está em liberdade aguardando a decisão do Judiciário sobre o pedido de internação feito pela polícia.
A internação pode ser aplicada por maus-tratos a animais?
Sim. A Lei Sansão (14.064/2020) equipara maus-tratos a cães e gatos a crime grave, com pena de 2 a 5 anos para adultos. Para adolescentes, a internação pode ser aplicada dependendo das circunstâncias.
Qual a diferença entre internação e semiliberdade?
Na internação, o adolescente fica em unidade socioeducativa 24 horas por dia. Na semiliberdade, ele pode sair durante o dia para estudar ou trabalhar e retorna à noite. A internação é mais restritiva.

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O que aconteceu no caso do cão Orelha?

O cão Orelha, um cachorro comunitário querido na Praia Brava em Florianópolis, foi brutalmente agredido na madrugada de 4 de janeiro de 2026. Ele sofreu uma pancada violenta na cabeça e morreu no dia seguinte após ser levado a uma clínica veterinária.

Quantos adolescentes foram indiciados no caso Orelha?

Apenas 1 adolescente foi indiciado como autor das agressões ao cão Orelha. A polícia pediu a internação dele como medida socioeducativa. Outros 4 adolescentes foram representados apenas pelo caso do cão Caramelo, que sofreu tentativa de afogamento.

O que é a internação de adolescente?

A internação é a medida socioeducativa mais grave prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Equivale à privação de liberdade e só pode ser aplicada em casos de atos infracionais graves, reincidência ou descumprimento de medidas anteriores.

O adolescente do caso Orelha vai ser preso?

Adolescentes não são presos, mas podem ser internados. A polícia pediu a internação do adolescente como medida socioeducativa. O pedido será analisado pelo Ministério Público e pelo Judiciário, que decidirão se a internação será aplicada.

Por que a polícia pediu internação no caso Orelha?

A polícia pediu internação devido à gravidade do crime, às contradições do adolescente durante a investigação e à omissão de informações relevantes. O delegado afirmou que o jovem mentiu diversas vezes em seus depoimentos.

Qual a pena máxima para internação de adolescente?

A internação pode durar no máximo 3 anos, conforme o ECA. A cada 6 meses, a medida deve ser reavaliada. Após completar 21 anos, o jovem deve ser liberado compulsoriamente.

Quando o inquérito do caso Orelha foi concluído?

O inquérito foi concluído em 3 de fevereiro de 2026, exatamente 1 mês após a morte do cão Orelha. A polícia apresentou provas robustas incluindo vídeos, testemunhos e análise forense de celulares.

O adolescente confessou ter matado o cão Orelha?

Não. O adolescente não confessou e apresentou versões contraditórias durante a investigação. Ele chegou a mentir dizendo que ficou na piscina do condomínio, mas vídeos de segurança provaram que ele saiu às 5h25.

Qual foi a causa da morte do cão Orelha?

Segundo laudos da Polícia Científica, o cão Orelha sofreu um impacto violento na cabeça, possivelmente provocado por um chute ou por um objeto rígido como madeira ou garrafa. Os ferimentos foram fatais.

Quantas horas de filmagens a polícia analisou?

A polícia analisou mais de 1.000 horas de filmagens de 14 câmeras de segurança na região da Praia Brava. As imagens foram cruciais para identificar o adolescente e desmentir sua versão.

O adolescente pode ser deportado para os EUA?

Não. O adolescente é brasileiro e o crime ocorreu no Brasil. Ele viajou aos EUA após o crime mas retornou em 29 de janeiro. A justiça brasileira é competente para julgar o caso.

O que acontece depois do pedido de internação?

O pedido de internação será analisado pelo Ministério Público, que pode oferecer representação ao Judiciário. Um juiz da Vara da Infância e Juventude decidirá se o adolescente será internado ou se aplicará outra medida socioeducativa.

O adolescente está preso atualmente?

O adolescente não está preso nem internado provisoriamente. Ele está em liberdade aguardando a decisão do Judiciário sobre o pedido de internação feito pela polícia.

A internação pode ser aplicada por maus-tratos a animais?

Sim. A Lei Sansão (14.064/2020) equipara maus-tratos a cães e gatos a crime grave, com pena de 2 a 5 anos para adultos. Para adolescentes, a internação pode ser aplicada dependendo das circunstâncias.

Qual a diferença entre internação e semiliberdade?

Na internação, o adolescente fica em unidade socioeducativa 24 horas por dia. Na semiliberdade, ele pode sair durante o dia para estudar ou trabalhar e retorna à noite. A internação é mais restritiva.

A família do adolescente pode recorrer da internação?

Sim. Após a decisão judicial, a defesa pode recorrer pedindo a revisão da medida. O adolescente tem direito à ampla defesa e contraditório em todas as fases do processo.

Quantas testemunhas foram ouvidas no caso Orelha?

Foram ouvidas 24 testemunhas durante a investigação, incluindo moradores, funcionários de condomínios e comerciantes da região da Praia Brava.

O caso Orelha vai para júri popular?

Não. Processos envolvendo adolescentes são julgados pelo juiz da Vara da Infância e Juventude, sem júri popular. O procedimento é sigiloso para proteger a identidade do menor.

O adolescente pode ser identificado publicamente?

Não. O Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a identificação pública de menores envolvidos em atos infracionais. A divulgação de nomes, fotos ou dados é crime.

A polícia encontrou a arma do crime?

A polícia identificou as roupas usadas pelo adolescente (moletom e boné), mas não foi divulgado se o objeto usado para agredir o cão foi encontrado. Peritos indicam que pode ter sido chute ou objeto rígido.

O adolescente estava alcoolizado no momento do crime?

A investigação revelou que os adolescentes furtaram bebidas alcoólicas na noite do crime, mas não foi confirmado se o autor das agressões ao cão Orelha estava alcoolizado.

Qual é a idade do adolescente indiciado?

A idade exata não foi divulgada para proteger a identidade do menor. Sabe-se que ele é adolescente, portanto tem entre 12 e 17 anos, e está sujeito às regras do ECA.

O adolescente tem passagens anteriores pela polícia?

Essa informação não foi divulgada publicamente. O histórico de atos infracionais de menores é sigiloso e só pode ser acessado pelas autoridades competentes.

A internação afeta o futuro do adolescente?

A ficha de atos infracionais é sigilosa e não aparece na certidão de antecedentes criminais quando o jovem completa 18 anos. Legalmente, não deveria afetar seu futuro, mas o estigma social pode permanecer.

O caso Orelha pode virar lei?

Deputados já propuseram projetos de lei mais rigorosos contra maus-tratos a animais após o caso Orelha. É possível que o caso inspire mudanças na legislação, como ocorreu com a Lei Sansão.

A polícia usou tortura na investigação?

Não. A investigação seguiu os procedimentos legais. O delegado afirmou que as provas foram obtidas por análise de vídeos, testemunhos e perícia forense em celulares, sem qualquer tipo de coação ilegal.

O adolescente pode pagar fiança?

Não existe fiança no sistema socioeducativo. A internação provisória pode ser determinada se houver flagrante ou ordem judicial, mas não é convertida em pagamento.

A internação é cumprida em penitenciária?

Não. Adolescentes cumprem internação em unidades socioeducativas próprias, separados de adultos. Em Santa Catarina, o cumprimento seria em unidade da Secretaria de Assistência Social.

O caso Orelha pode prescrever?

Atos infracionais de adolescentes não prescrevem da mesma forma que crimes de adultos. A medida socioeducativa pode ser aplicada até o jovem completar 21 anos.

A família do adolescente também será punida?

3 adultos da família foram indiciados por coação à testemunha, crime com pena de 1 a 4 anos de prisão. Eles podem responder criminalmente, diferente do adolescente que responde pelo ECA.

O adolescente pode estudar durante a internação?

Sim. A internação inclui obrigatoriamente atividades pedagógicas e profissionalizantes. O adolescente deve continuar estudando e pode fazer cursos técnicos durante o cumprimento da medida.

Quanto tempo durou a investigação do caso Orelha?

A investigação durou exatamente 1 mês. O crime ocorreu em 4 de janeiro de 2026 e o inquérito foi concluído em 3 de fevereiro de 2026, com pedido de internação.

A polícia pode divulgar fotos do adolescente?

Não. A polícia é proibida por lei de divulgar imagens, nomes ou qualquer informação que identifique adolescentes envolvidos em atos infracionais, mesmo em casos de grande repercussão.

O caso Orelha é o maior caso de maus-tratos do Brasil?

É um dos casos de maior repercussão da história do Brasil devido à mobilização nas redes sociais, protestos em todo o país e manifestações de celebridades pedindo justiça.

A internação pode ser convertida em outra medida?

Sim. O juiz pode aplicar internação inicialmente e depois convertê-la em semiliberdade ou liberdade assistida, conforme a evolução do adolescente no programa socioeducativo.

O adolescente recebe visitas durante a internação?

Sim. Familiares podem visitar o adolescente internado em dias e horários determinados pela unidade socioeducativa. As visitas são um direito garantido pelo ECA.

A polícia ouviu o adolescente quantas vezes?

O adolescente foi ouvido múltiplas vezes durante a investigação e apresentou versões contraditórias em cada depoimento, o que fortaleceu as evidências contra ele.

O caso Orelha foi televisionado?

Sim. A coletiva de imprensa da polícia foi transmitida ao vivo por diversos veículos. Programas de TV como o da Ana Maria Braga abordaram o caso em rede nacional.

A defesa do adolescente se pronunciou?

Sim. Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte afirmaram que as provas seriam 'circunstanciais e insuficientes para conclusões definitivas', contestando a investigação policial.

O adolescente pode ser transferido para outro estado?

Sim. Se não houver vaga em Santa Catarina ou por motivos de segurança, o adolescente pode cumprir a internação em unidade socioeducativa de outro estado.

A internação começa imediatamente após a sentença?

Depende. Se o juiz determinar internação provisória, começa imediatamente. Se for apenas na sentença final, pode haver prazo para início do cumprimento.

O cão Orelha tinha dono?

Não. Orelha era um cão comunitário que vivia na região da Praia Brava há mais de 10 anos. Era cuidado por moradores e comerciantes locais e era muito querido na comunidade.

A polícia vai continuar investigando o caso?

O inquérito sobre a morte do cão Orelha foi concluído, mas a investigação sobre coação à testemunha contra os 3 adultos continua em andamento.

O que é o ECA?

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é a lei 8.069/1990 que estabelece os direitos de crianças e adolescentes no Brasil e as medidas aplicáveis quando cometem atos infracionais.

A internação é eficaz para ressocializar adolescentes?

Estudos mostram resultados mistos. A eficácia depende da qualidade da unidade socioeducativa, do acompanhamento psicológico e do suporte familiar após a liberação.

O adolescente pode trabalhar durante a internação?

O trabalho durante a internação é opcional e deve ser educativo e profissionalizante. Não pode ter caráter de exploração ou substituir atividades escolares obrigatórias.

Qual o custo da internação para o estado?

O custo varia por estado, mas estima-se entre R$ 5.000 e R$ 15.000 por mês por adolescente internado, incluindo alimentação, segurança, educação e saúde.

A polícia vai indiciar mais pessoas?

Além do adolescente e dos 3 adultos já indiciados por coação, não foram anunciados novos indiciamentos. O caso contra outros adolescentes ficou restrito ao caso Caramelo.

O que aconteceu com as roupas do adolescente?

O boné rosa e o moletom vistos nos vídeos foram apreendidos pela polícia quando o adolescente voltou dos EUA. Familiares tentaram esconder as peças alegando que foram compradas no exterior.

A internação pode ser cumprida em casa?

Não. A internação implica privação de liberdade em unidade socioeducativa. O cumprimento domiciliar não existe para essa medida, apenas para liberdade assistida ou prestação de serviços.

O adolescente mentiu para a polícia?

Sim. O delegado Renan Balbino afirmou que o adolescente apresentou versões diferentes e omitiu informações relevantes em diversos momentos da investigação, contradizendo-se repetidamente.

Qual foi a maior mentira do adolescente?

Ele disse que ficou na piscina do condomínio durante a madrugada do crime, mas vídeos de segurança mostraram que ele saiu do prédio às 5h25 e voltou às 5h58, exatamente no horário das agressões.

Como a polícia descobriu as mentiras do adolescente?

Através de 14 câmeras de segurança que gravaram a movimentação do adolescente, um software francês de geolocalização que rastreou seu celular e testemunhos de 24 pessoas.

O que é o software francês usado pela polícia?

É um software de geolocalização que identifica a posição exata de celulares em determinados momentos. Ele provou que o adolescente saiu do condomínio na madrugada do crime.

O que é o software israelense usado pela polícia?

É um software forense de recuperação de dados deletados de celulares. Ele foi usado para resgatar informações apagadas dos aparelhos dos adolescentes envolvidos no caso.

Os celulares dos adolescentes foram apreendidos?

Sim. Quando os adolescentes voltaram dos EUA em 29 de janeiro, seus celulares foram apreendidos imediatamente no aeroporto e enviados para análise forense.

A polícia encontrou mensagens apagadas nos celulares?

Sim. O software israelense conseguiu recuperar informações que haviam sido deletadas dos aparelhos, fornecendo provas adicionais para a investigação.

O adolescente sabia que havia câmeras filmando?

Aparentemente não. O delegado afirmou que o adolescente não sabia que a polícia possuía as imagens dele saindo do local, por isso mentiu dizendo que ficou na piscina.

Quantas câmeras filmaram o adolescente?

14 câmeras de segurança na região da Praia Brava captaram a movimentação dos adolescentes antes e depois do crime. Nenhuma filmou o momento exato da agressão.

Existe vídeo do momento do ataque ao cão Orelha?

Não. A delegada Mardjoli Valcareggi confirmou que nenhuma câmera filmou o momento exato da agressão ao cão Orelha. As provas são indiretas: vídeos antes e depois, testemunhos e perícias.

O adolescente confessou depois que as mentiras foram descobertas?

Não foi divulgado se houve confissão após a apresentação das provas. Os advogados de defesa continuam contestando a investigação alegando que as provas são circunstanciais.

Por que o adolescente mentiu?

A motivação não foi esclarecida, mas é provável que ele tenha mentido para evitar punição, acreditando que não havia provas concretas contra ele.

A mentira do adolescente agrava a situação dele?

Sim. A omissão de informações e as contradições demonstram falta de arrependimento e colaboração, fatores que podem influenciar na decisão do juiz sobre a internação.

O que acontece se o adolescente mentir ao juiz?

Mentir ao juiz pode ser considerado na avaliação da medida socioeducativa. O adolescente não comete crime de perjúrio como adultos, mas a mentira afeta sua credibilidade.

A família ajudou o adolescente a mentir?

3 adultos da família foram indiciados por coação à testemunha, não por ajudar a mentir. Porém, familiares tentaram esconder as roupas do adolescente quando ele voltou dos EUA.

O que os familiares tentaram esconder?

Quando o adolescente desembarcou no aeroporto, familiares tentaram esconder um boné e um moletom em uma bolsa, alegando inicialmente que as peças foram compradas nos EUA. Era mentira.

Como a polícia descobriu sobre as roupas?

Os vídeos de segurança mostravam as roupas usadas pelo adolescente na madrugada do crime. Quando tentaram esconder as peças no aeroporto, a polícia já sabia que eram provas.

O adolescente admitiu que as roupas eram dele?

Sim. Após a tentativa de esconder, o próprio adolescente reconheceu que já possuía as roupas antes da viagem aos EUA, contrariando a versão dos familiares.

O boné rosa é importante para o caso?

Sim. O boné rosa foi identificado nos vídeos de segurança e se tornou peça-chave para comprovar a presença do adolescente no local do crime.

O moletom também foi apreendido?

Sim. Tanto o moletom quanto o boné foram apreendidos pela polícia e enviados para análise. As peças confirmam a presença do adolescente no local.

A polícia usou reconhecimento facial?

Não foi divulgado o uso de reconhecimento facial. A identificação foi feita por roupas características, geolocalização de celular e testemunhos.

Quantas versões o adolescente apresentou?

O delegado afirmou que o adolescente apresentou 'versões diferentes' em múltiplas ocasiões, sem especificar o número exato de contradições identificadas.

A omissão de informações é crime?

Para adolescentes, a omissão é avaliada no contexto do ato infracional. Não constitui crime separado, mas influencia na avaliação da medida socioeducativa.

O adolescente tinha álibi falso?

Sim. Ele alegou ter ficado na piscina do condomínio, o que seria um álibi para o horário do crime. Os vídeos provaram que era mentira.

Testemunhas confirmaram as mentiras do adolescente?

Sim. Além dos vídeos, testemunhas confirmaram que o adolescente estava fora do condomínio no horário do crime, contradizendo sua versão.

O que a defesa disse sobre as contradições?

Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte afirmaram que os dados seriam 'circunstanciais e insuficientes', contestando a validade das provas apresentadas.

A polícia pode processar o adolescente por mentir?

Não. Adolescentes não são processados por falso testemunho da mesma forma que adultos. A mentira é considerada no contexto do ato infracional principal.

O celular do adolescente tinha fotos do crime?

Não foi divulgado o conteúdo exato encontrado nos celulares. O software de recuperação resgatou informações apagadas, mas os detalhes são sigilosos.

A polícia rastreou o GPS do celular?

Sim. O software francês de geolocalização rastreou a posição do celular do adolescente, provando que ele estava fora do condomínio no horário do crime.

O adolescente tentou destruir provas?

Os dados apagados dos celulares sugerem tentativa de ocultar provas, mas não foi divulgado o que exatamente foi deletado e depois recuperado.

Quanto tempo levou para descobrir as mentiras?

A polícia analisou mais de 1.000 horas de filmagens em aproximadamente 1 mês de investigação até concluir que as versões do adolescente eram falsas.

O adolescente pode ser processado separadamente pelas mentiras?

Não. As mentiras e omissões são consideradas parte do contexto do ato infracional principal e influenciam na medida socioeducativa aplicada.

A tecnologia foi decisiva para o caso?

Sim. Sem os softwares de geolocalização e recuperação de dados, seria mais difícil provar que o adolescente mentiu sobre sua localização na madrugada do crime.

A polícia de outros países ajudou na investigação?

Não foi divulgada participação de polícias estrangeiras. Os softwares usados são de tecnologia francesa e israelense, mas operados pela polícia brasileira.

O adolescente foi confrontado com as provas?

Não foi divulgado se houve confrontação formal com as provas durante os depoimentos. A defesa conheceu as evidências ao ter acesso ao inquérito.

As mentiras podem anular o processo?

Não. As mentiras do adolescente não anulam o processo. Pelo contrário, demonstram sua tentativa de escapar da responsabilidade e podem agravar a medida aplicada.

O adolescente recebeu orientação para mentir?

Não há provas de que advogados ou familiares orientaram o adolescente a mentir. A coação à testemunha foi contra o porteiro, não sobre os depoimentos do próprio adolescente.

A piscina do condomínio tem câmera?

Os detalhes sobre câmeras específicas no condomínio não foram divulgados, mas a polícia conseguiu imagens suficientes para provar que o adolescente não estava na piscina.

O horário das 5h25 é exato?

Sim. As câmeras de segurança registram horário preciso. O adolescente foi filmado saindo do condomínio às 5h25 e retornando às 5h58 da madrugada de 4 de janeiro.

O que aconteceu entre 5h25 e 5h58?

Segundo a polícia, o adolescente foi até a Praia Brava com uma garota e nesse intervalo de 33 minutos ocorreram as agressões ao cão Orelha.

A polícia tem prova do momento exato da agressão?

Não. Não há vídeo ou testemunha presencial do momento da agressão. As provas são circunstanciais: presença no local, horário compatível, roupas identificadas e contradições.

O adolescente disse por que foi à praia de madrugada?

Não foi divulgada a justificativa dada pelo adolescente para estar na praia às 5h30 da madrugada, já que ele inicialmente mentiu dizendo que ficou na piscina.

A versão da piscina era crível?

Não. Além dos vídeos provarem que era mentira, testemunhas e outras evidências também contradisseram a alegação de que o adolescente ficou na área da piscina.

O adolescente foi o único a mentir?

O adolescente indiciado foi o que mais apresentou contradições. Familiares também mentiram sobre a origem das roupas, mas outros adolescentes não foram acusados de mentir.

As mentiras mudaram ao longo da investigação?

Sim. O delegado disse que o adolescente apresentou 'versões diferentes' em múltiplas ocasiões, sugerindo que as mentiras foram se adaptando conforme novas provas surgiam.

A polícia gravou os depoimentos?

Depoimentos formais são documentados por escrito. Não foi divulgado se houve gravação em vídeo, mas os registros oficiais comprovam as contradições.

O adolescente teve direito a advogado nos depoimentos?

Sim. O ECA garante ao adolescente o direito à assistência de advogado ou defensor público em todos os atos do procedimento, incluindo depoimentos.

Os pais estavam presentes nos depoimentos?

O ECA determina que adolescentes sejam acompanhados pelos pais ou responsáveis durante procedimentos policiais. Os detalhes dos depoimentos não foram divulgados.

A mentira sobre a viagem aos EUA foi desmentida?

A viagem aos EUA era real, mas a tentativa de esconder as roupas alegando que foram compradas lá foi desmentida pelo próprio adolescente posteriormente.

Quem é a garota que estava com o adolescente?

A identidade da garota não foi divulgada por ser menor de idade. Ela aparece nos vídeos de segurança caminhando com o adolescente indiciado antes e depois do horário do crime.

A garota filmou o ataque ao cão Orelha?

Não. A polícia confirmou que não existe vídeo do momento do ataque. A garota não filmou nada e disse que não presenciou as agressões ao cão.

A garota foi indiciada?

Não. A garota que aparece ao lado do adolescente não foi indiciada na conclusão do inquérito. Apenas o adolescente foi responsabilizado pelas agressões ao cão Orelha.

A garota presenciou o ataque?

Ela disse que não. Perguntado se a adolescente viu as agressões, o delegado relatou que 'ela não confirma' ter presenciado o ocorrido.

A garota é namorada do adolescente?

Não foi divulgada a natureza do relacionamento. A polícia se referiu a ela apenas como 'uma amiga' que acompanhava o adolescente.

A garota está sendo investigada?

Não. Com a conclusão do inquérito, apenas 1 adolescente foi indiciado pelo caso Orelha. A garota não está sendo investigada como autora ou coautora.

A garota foi testemunha?

Sim. A garota foi ouvida durante a investigação, mas disse que não presenciou o ataque ao cão Orelha. Seu depoimento contribuiu para o inquérito.

O que a garota disse à polícia?

A garota disse que não viu as agressões ao cão. Não foram divulgados outros detalhes do seu depoimento por ser menor de idade.

A garota sabia que o adolescente ia agredir o cão?

Não há evidências de que ela soubesse. A polícia concluiu que apenas o adolescente foi responsável pelas agressões, sem participação dela.

Por que a garota não impediu o crime?

Se ela não presenciou conforme alega, não teria como impedir. A polícia aceitou sua versão e não a indiciou por omissão.

A garota pode ser responsabilizada depois?

Teoricamente, se surgirem novas provas de participação, ela poderia ser investigada. Porém, o inquérito foi concluído sem indiciá-la.

A garota também viajou para os EUA?

Não foi divulgado se ela viajou para os EUA. Os adolescentes que foram para a Disney eram outros membros do grupo, não necessariamente ela.

A garota aparece em quantos vídeos?

Ela aparece em pelo menos 2 momentos: caminhando com o adolescente às 5h25 (indo para a praia) e às 5h58 (saindo da praia com ele).

A polícia acredita na versão da garota?

A polícia não a indiciou, o que sugere que acreditaram em sua versão ou não encontraram provas suficientes para contrariá-la.

A garota pode ser obrigada a testemunhar em juízo?

Sim. O juiz pode intimá-la como testemunha no processo socioeducativo contra o adolescente indiciado.

A garota prestou depoimento formal?

Sim. Ela foi uma das 24 testemunhas ouvidas durante a investigação e seu depoimento consta no inquérito.

O celular da garota foi apreendido?

Não foi divulgado se o celular dela foi apreendido. A apreensão confirmada foi dos celulares dos adolescentes que viajaram aos EUA.

A garota conhecia o cão Orelha?

Não foi divulgado se ela conhecia o cão. Orelha era muito conhecido na região da Praia Brava, então é possível que moradores o conhecessem.

A garota mora no mesmo condomínio?

Não foi divulgado onde ela mora. Os vídeos mostram ela saindo com o adolescente do condomínio onde ele estava hospedado.

A garota tem antecedentes?

Informações sobre antecedentes de menores são sigilosas. Não foi divulgado se ela tinha qualquer passagem anterior pela polícia.

A defesa do adolescente usa a garota como álibi?

Não foi divulgada essa estratégia de defesa. A garota não confirmou ter presenciado o crime, o que não constitui álibi para o adolescente.

A garota estava em grupo ou só com o adolescente?

Nos vídeos ela aparece apenas com o adolescente indiciado. O grupo maior de 4 adolescentes estava envolvido em outro caso (cão Caramelo).

A garota foi coagida a não falar?

Não há evidências disso. A coação à testemunha investigada foi contra o porteiro, não contra outros adolescentes ou testemunhas.

A garota é vítima ou suspeita?

Ela não é tratada como vítima nem como suspeita. É classificada como testemunha que estava no local mas alega não ter visto o crime.

O advogado da garota se pronunciou?

Não foi divulgado se ela tem advogado ou se houve pronunciamento em seu nome. Como não foi indiciada, pode não ter constituído defesa formal.

A garota pode processar quem a identificou online?

Se alguém divulgou sua identidade sendo ela menor, pode haver responsabilização civil e criminal. O ECA protege a identidade de menores.

A família da garota se manifestou?

Não foi divulgada manifestação da família. Como ela não foi indiciada, a família pode ter optado por silêncio.

A garota estudava com o adolescente?

Não foi divulgado se eles estudam na mesma escola ou se se conheciam de outro contexto. A natureza da relação não foi esclarecida.

A garota sofreu cyberbullying?

É provável, dado o tamanho da repercussão do caso. Porém, não foram divulgados relatos específicos sobre ataques virtuais contra ela.

A polícia protegeu a identidade da garota?

Sim. A polícia não divulgou nome, foto ou qualquer informação que identifique a garota, cumprindo o ECA.

A garota foi levada para delegacia?

Não foi divulgado se ela foi formalmente conduzida à delegacia ou se prestou depoimento em outro local apropriado para menores.

A garota está sob proteção?

Não foi divulgado se ela está em programa de proteção. Como não foi ameaçada publicamente, pode não haver necessidade.

O que 'não confirma' significa no depoimento?

Significa que a garota não afirmou ter visto as agressões. Não é negativa categórica, mas ausência de confirmação positiva.

A garota pode mudar sua versão depois?

Sim. Se ela lembrar de detalhes ou decidir falar, pode prestar novo depoimento. Porém, contradições afetariam sua credibilidade.

A garota foi ouvida pela promotoria?

Não foi divulgado se o Ministério Público já a ouviu além do depoimento policial. Pode ser intimada na fase judicial.

A garota é de Florianópolis?

Não foi confirmado. Os adolescentes hospedados na Praia Brava pareciam ser turistas, mas a garota pode ser local ou visitante.

Por quanto tempo a garota ficou com o adolescente?

Os vídeos mostram 33 minutos: das 5h25 às 5h58. Não foi divulgado se estavam juntos antes ou depois desse período.

A garota voltou para o condomínio com o adolescente?

Sim. O vídeo das 5h58 mostra os dois retornando juntos ao condomínio após o horário em que as agressões teriam ocorrido.

A garota parecia perturbada nos vídeos?

Não foram divulgados detalhes sobre o comportamento ou expressões nas imagens. A polícia analisou as filmagens para identificação, não para análise comportamental.

A versão da garota mudou durante a investigação?

Não foi divulgado se houve mudanças em sua versão. Diferente do adolescente indiciado, ela não foi acusada de mentir ou se contradizer.

A garota poderia ter evitado a morte do cão?

Teoricamente, se ela presenciou e não fez nada, seria omissão de socorro ao animal. Porém, ela nega ter visto e a polícia aceitou essa versão.

A polícia acredita que ela realmente não viu?

A polícia não a indiciou, sugerindo que considerou crível sua alegação de não ter presenciado as agressões ao cão Orelha.

A garota pode ser chamada no julgamento do adolescente?

Sim. O juiz pode intimá-la como testemunha no processo socioeducativo. Ela seria obrigada a comparecer e prestar depoimento.

O depoimento da garota ajudou ou prejudicou o adolescente?

Ela não o incriminou diretamente, mas também não forneceu álibi. Seu depoimento foi neutro em relação à culpa dele.

A garota manteve contato com o adolescente depois?

Não foi divulgado se eles mantiveram contato após o crime. Por medida de precaução, podem ter sido orientados a não se comunicar.

Quantos anos tem a garota?

A idade exata não foi divulgada. Sabe-se apenas que é menor de idade, portanto tem menos de 18 anos.

A garota faz parte da família do adolescente?

Não foi divulgado. A polícia a chamou de 'amiga', sugerindo que não é parente, mas pode ser amiga da família ou conhecida.

A garota está em Florianópolis atualmente?

Não foi divulgada a localização atual dela. Como o inquérito foi concluído, ela não tem obrigação de permanecer à disposição.

O caso da garota pode reabrir?

Se surgirem novas provas de participação dela no crime, a investigação pode ser reaberta especificamente contra ela.

Qual a repercussão do caso Orelha?

O caso gerou protestos em todo o Brasil, manifestações de celebridades como Paolla Oliveira e Ana Maria Braga, pressão internacional nos EUA e boicote comercial aos hotéis das famílias.

Celebridades se manifestaram sobre o caso?

Sim. Paolla Oliveira chorou ao falar do caso, Ana Maria Braga chamou os adolescentes de 'desprezíveis', Dado Dolabella criticou a justiça e Xuxa pediu punição.

Houve protestos pelo cão Orelha?

Sim. Centenas de pessoas protestaram em São Paulo, Florianópolis e outras cidades pedindo justiça pelo cão Orelha e punição aos responsáveis.

A viagem à Disney causou revolta?

Sim. O fato de 2 adolescentes terem viajado à Disney enquanto eram investigados causou enorme indignação. Americanos pediram deportação com a hashtag #DeportBrazilianAnimalAbusers.

Os EUA pediram deportação dos adolescentes?

Não oficialmente. Cidadãos e influenciadores americanos criaram a hashtag #DeportBrazilianAnimalAbusers, mas não houve pedido oficial do governo americano.

Os adolescentes foram deportados?

Não. Eles retornaram voluntariamente ao Brasil em 29 de janeiro, antecipando o fim da viagem devido à pressão insustentável nas redes sociais.

Empresas boicotaram os hotéis das famílias?

Sim. A CVC, maior operadora de viagens do Brasil, e outras agências como ERS Viagens, Bony Travel e Brasil Tur suspenderam parcerias com os hotéis das famílias.

Quais hotéis foram boicotados?

Majestic Palace, Rede Mar Canasvieiras e Al Mare Florianópolis, hotéis ligados às famílias dos adolescentes, foram alvo de boicote nacional.

Os hotéis perderam clientes?

O Hotel Majestic Palace negou cancelamentos em massa, mas o boicote público e as avaliações negativas no Reclame Aqui afetaram a reputação.

A juíza do caso tinha vínculo com os acusados?

Sim. A juíza originalmente designada se declarou impedida por reconhecer 'vínculo íntimo' com a família de um dos adolescentes e foi substituída.

Por que a juíza se declarou impedida?

Por ter vínculo pessoal com a família de um dos adolescentes acusados. O impedimento garante a imparcialidade do julgamento.

Quem é o novo juiz do caso?

Um novo juiz foi nomeado para a Vara da Infância e Juventude de Florianópolis para conduzir o processo após o impedimento da magistrada anterior.

As famílias são influentes em Florianópolis?

Sim. As famílias incluem empresários do setor hoteleiro e um advogado, com patrimônio significativo e conexões locais.

As famílias pediram liminar contra redes sociais?

Sim. A Vara da Infância concedeu liminar determinando que Meta e TikTok removessem em 24 horas conteúdos que identificassem os adolescentes.

A liminar foi cumprida?

As plataformas foram obrigadas a remover conteúdos que identificassem os menores. O descumprimento implicaria em multas.

O que é a Lei Sansão?

A Lei 14.064/2020, conhecida como Lei Sansão, aumentou a pena para maus-tratos a cães e gatos para 2 a 5 anos de prisão, mais multa e proibição de guarda.

A Lei Sansão se aplica ao caso Orelha?

Sim, parcialmente. A lei define o crime para adultos. Para adolescentes, a medida socioeducativa de internação é o equivalente mais grave possível.

O caso pode mudar a lei?

Deputados já propuseram projetos mais rigorosos após o caso. É possível que o caso Orelha inspire mudanças na legislação de proteção animal.

O que aconteceu com o cão Caramelo?

O cão Caramelo, que sofreu tentativa de afogamento pelos mesmos adolescentes, foi resgatado a tempo e adotado pelo delegado-geral Ulisses Gabriel.

O delegado adotou o cão Caramelo?

Sim. O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, adotou o cão Caramelo como símbolo de esperança em meio à crueldade do caso.

Quantos adolescentes agrediram o cão Caramelo?

4 adolescentes foram representados pelo caso do cão Caramelo (tentativa de afogamento). São diferentes do adolescente indiciado pela morte do cão Orelha.

O caso Orelha e o caso Caramelo são o mesmo?

São relacionados mas distintos. O mesmo grupo de adolescentes teria agredido Orelha e tentado afogar Caramelo, mas as investigações trataram como casos separados.

O porteiro foi coagido pelas famílias?

Sim. 3 adultos, incluindo familiares dos adolescentes, foram até o porteiro para intimidá-lo. Um deles portava objeto suspeito de ser arma de fogo.

O porteiro foi afastado do trabalho?

Sim. Por questões de segurança, o porteiro foi colocado em licença forçada após a coação pelos familiares dos adolescentes.

Os adultos que coagiram o porteiro serão presos?

Eles foram indiciados por coação no curso do processo (Art. 344 CP), com pena de 1 a 4 anos. Responderão processo criminal separado dos adolescentes.

Quem são os adultos indiciados?

São 2 empresários e 1 advogado, todos familiares dos adolescentes envolvidos no caso. Nomes não foram divulgados oficialmente.

O vídeo do porteiro sendo coagido foi divulgado?

Sim. O vídeo mostrando o porteiro cercado e intimidado pelos familiares foi divulgado e viralizou, aumentando a indignação pública.

A Marina Silva se manifestou sobre o caso?

Sim. A ministra do Meio Ambiente usou sua posição para reforçar a importância da proteção animal e responsabilização dos agressores.

Luísa Mell se manifestou?

Não foi divulgada manifestação específica de Luísa Mell, mas ativistas de proteção animal em geral se mobilizaram pelo caso.

O caso Orelha afetou o turismo em Florianópolis?

É possível. O boicote aos hotéis e a imagem negativa podem impactar o turismo, mas não há dados concretos sobre redução de visitantes.

Os adolescentes estão recebendo ameaças?

As famílias alegaram em juízo que estão recebendo ameaças, usando isso como argumento para obter a liminar contra as redes sociais.

A polícia investiga as ameaças contra os adolescentes?

Não foi divulgada investigação específica. As famílias usaram as ameaças para justificar a liminar, mas não se sabe se há inquérito aberto.

O caso Orelha chegou à mídia internacional?

Sim. O caso repercutiu nos Estados Unidos com a hashtag #DeportBrazilianAnimalAbusers e foi mencionado em veículos de notícias americanos.

Por que o caso Orelha viralizou tanto?

A combinação de crueldade contra animal, adolescentes de famílias ricas, viagem à Disney durante investigação e tentativa de coação a testemunhas gerou enorme indignação.

O caso Orelha foi o mais comentado do Brasil?

Foi um dos casos mais comentados de janeiro de 2026, gerando milhões de postagens e trending topics em redes sociais.

O Ministério Público já se manifestou?

Sim. A procuradora-geral de Justiça esclareceu que não existe vídeo do ataque e que o porteiro apenas fotografou os adolescentes, não filmou a agressão.

O MP criou força-tarefa para o caso?

Sim. O Ministério Público criou força-tarefa para acelerar a análise do inquérito e tomar as medidas cabíveis.

Quanto tempo o MP tem para agir?

O MP deve analisar o inquérito e decidir se oferece representação ao Judiciário. Não há prazo fixo, mas a pressão pública acelera o andamento.

O que acontece após a decisão do MP?

Se o MP oferecer representação, o juiz da Vara da Infância analisará o caso e decidirá sobre a internação ou outra medida socioeducativa.

O caso Orelha pode demorar anos?

Processos contra adolescentes costumam ser mais rápidos. A forte pressão pública e a robustez das provas podem acelerar a decisão judicial.

O caso Orelha vai criar jurisprudência?

Possivelmente. A decisão pode servir de referência para outros casos de maus-tratos cometidos por adolescentes no Brasil.

O cão Orelha terá estátua ou homenagem?

Moradores e ativistas pediram homenagens, mas não foi confirmada a construção de estátua ou memorial oficial para o cão Orelha.

A Praia Brava mudou após o caso?

O caso aumentou a atenção para a segurança de animais comunitários na região. Moradores ficaram mais atentos e engajados na proteção.

O caso Orelha inspirou outros protestos?

Sim. O caso Abacate, de um cão baleado em Toledo (PR), gerou protestos inspirados na mobilização pelo cão Orelha.

Qual o legado do cão Orelha?

Orelha se tornou símbolo da luta contra maus-tratos a animais no Brasil, mobilizando milhões de pessoas e potencialmente inspirando mudanças legislativas.

Onde posso acompanhar atualizações do caso?

O caso é acompanhado pela imprensa de Santa Catarina, especialmente ND Mais, NSC Total e veículos nacionais como Agência Brasil, Metrópoles e CNN Brasil.

O caso Orelha mostra a importância de verificar antecedentes?

Sim. O caso demonstra que aparências enganam e que famílias aparentemente respeitáveis podem esconder comportamentos graves. Ferramentas como o FlagCheck ajudam a verificar antecedentes de pessoas.

Como verificar antecedentes de alguém?

O FlagCheck permite consultar processos criminais e cíveis de qualquer pessoa usando apenas o CPF. O resultado sai em 30 segundos, custa R$ 3,33 por consulta e é 100% sigiloso.

Artigo publicado em 4 de fevereiro de 2026 - Escrito pela equipe FlagCheck
Fontes: Polícia Civil de SC, Agência Brasil, CNN Brasil, ND Mais, Metrópoles, Jovem Pan